Quando foi a última vez que pensou em si?
Não como mãe, esposa, filha, ou cuidadora incansável… mas simplesmente como mulher. Como alguém que também precisa de tempo, de descanso, de colo.
Quantas vezes já deixou para depois aquele passeio, aquela ida ao café, aquele momento só seu — porque “há sempre alguém que precisa de mim”?
É curioso como, à medida que os anos passam, vamos acumulando papéis. Cuidamos dos filhos, dos pais, dos maridos, dos netos… e tantas vezes esquecemo-nos de cuidar de nós. Porque nos ensinaram que o amor se mostra com sacrifício. Mas será mesmo?
Há dias em que o corpo já pesa mais. A cabeça anda cheia. E o coração? Muitas vezes apertado — com a preocupação constante: “Será que estou a fazer tudo o que devia?”
Mas será que tem de ser só consigo? Será que pedir ajuda é sinal de fraqueza… ou de coragem?
Cuidar de quem amamos é um ato bonito. Mas cuidar sozinha, até à exaustão, não é sustentável. O apoio domiciliário existe para isso mesmo: para que continue a estar presente, mas sem se perder de si.
Permita-se respirar. Permita-se voltar a sair de casa com leveza, com vontade de experimentar, de viver. Peça ajuda. Merece. E os seus também.
O seu grito não precisa de ser um grito de desespero. Pode ser um sussurro firme: “Eu também importo.”
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Eu Também Importo
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